Estava aqui O pronome relativo Que não perdeu tempo E fugiu do inimigo Cuja vida Nada se sabia A qual não deixou nada no ar O que nos sustentou Mesmo sendo vazio de conceitos Com os quais nos emolduramos Que nos fazem pertencer Onde nos encontramos Mesmo que por um instante E quem tenta Não se sustenta Porque não é contínuo
Não se sabe exatamente o local onde as coisas que não existem acontecem, e entender isso te deixa um pouco mais louco, pois já está estabelecido que isso é coisa da sua cabeça. Não que uma vasta reflexão isso não mereça, mas falar de algo que não se fala dessa maneira, se é que você me acompanha ainda, pode ser a mais exata insensatez. Cabe a nós loucos expressarmos essas estranhezas na ponta da pele, no oposto da nossa destreza. Marque uma bobeira que a loucura fica à espreita dos seres de alma moribunda, dessas que se encaixam tão bem como uma horrorosa corcunda. Posso estar perdendo muito tempo, como todos dizem, mas o que você se diz? Ainda me vejo com pouca clareza, com uma profundidade absurda, acho que isso não pode ser compreensível, pois desse jeito a gente se perde na nossa própria sobriedade. Essa é uma bela de uma loucura. Quem afirma com tanta certeza pode estar na superfície confortável, o lugar...
Para quem começou a semana com o bonde andando... Hoje é segunda Acordei na madruga Sambei a macumba Peguei caxumba Caí numa tumba Bati minha bunda Vi o bumba-meu-boi Para qual só dei oi Quando se foi
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